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Reajustes anuais e por faixa etária explicados

Como a ANS regula os reajustes, o que esperar ao longo dos anos e quando o plano vai dar um salto no orçamento.

Equipe SaúdeIA20/12/2024 10 min de leitura

Reajuste é o item que mais surpreende quem está no primeiro plano de saúde. Diferente de outros contratos de serviço, planos de saúde têm dois tipos de reajuste que acontecem em momentos diferentes: o reajuste anual (uma vez por ano, no aniversário do contrato) e o reajuste por faixa etária (em idades específicas definidas em lei). Entender os dois evita choque no boleto e permite planejar o orçamento de médio prazo.

Reajuste anual: como é definido

Planos individuais e familiares contratados após 1999 têm reajuste anual com teto definido pela ANS, divulgado em maio/junho de cada ano. Em 2024, por exemplo, o teto foi de cerca de 6,9%.

Planos coletivos (empresariais e por adesão) não têm teto da ANS — o reajuste é negociado entre operadora e contratante com base na sinistralidade do grupo. Na prática, costuma variar entre 8% e 25%, dependendo do uso. Por isso, em contratos coletivos, a renegociação anual é tão importante.

Reajuste por faixa etária: as 10 faixas legais

A legislação define 10 faixas etárias, e o contrato precisa explicitar o percentual de aumento entre cada uma:

  • 0 a 18 anos;
  • 19 a 23;
  • 24 a 28;
  • 29 a 33;
  • 34 a 38;
  • 39 a 43;
  • 44 a 48;
  • 49 a 53;
  • 54 a 58;
  • 59 ou mais.

A regra mais importante: a variação acumulada entre a primeira e a última faixa não pode passar de 6x, e a variação entre as 7 últimas faixas não pode ser maior que a soma das 3 primeiras. O efeito prático é que o maior salto fica concentrado aos 59 anos.

O salto aos 59 anos: planejamento essencial

Esse é o ponto que pega quase todo mundo. É comum o plano que custava R$ 900/mês aos 58 passar para R$ 1.500 a R$ 1.800 aos 59. A partir dos 60, a Lei do Idoso proíbe novos reajustes por faixa etária — mas o anual continua acontecendo.

Para quem está entre 50 e 58 anos, planejar uma migração para operadoras especializadas em terceira idade (como a MedSenior) antes do salto pode reduzir o impacto, desde que carências e portabilidade sejam bem trabalhadas.

Como reduzir o impacto

  • Em contrato coletivo empresarial: renegociar anualmente, comparando propostas de mercado;
  • Em individual: avaliar portabilidade de carências para planos mais competitivos;
  • Acima de 49 anos: avaliar produtos especializados em terceira idade;
  • Manter histórico de uso baixo: alguns produtos com coparticipação oferecem condições especiais para baixo sinistro.

Planejar a contratação considerando os próximos reajustes — não só o preço de entrada — ajuda a evitar a dor de cabeça aos 59 ou aos 75 anos.

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